prevenir Alzheimer

Estudo descobre como os exercícios físicos ajudam a prevenir o Alzheimer

Estudo descobre como os exercícios físicos ajudam a prevenir o Alzheimer

Uma das piores doenças que afetam várias pessoas atualmente é o Alzheimer. Hoje, cerca de um milhão de pessoas no Brasil sofrem com a doença, segundo o Ministério da Saúde. Perda de memória, orientação, atenção e linguagem, são os principais efeitos que essa terrível Alzheimer traz. A boa notícia, no entanto, é que pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descobriram em uma pesquisa como prevenir o Alzheimer. Eles descobriram que o Alzheimer pode ser prevenido com algo simples: exercícios físicos. De acordo com o estudo, existe uma relação entre os níveis de irisina, um hormônio produzido pelo corpo durante exercícios físicos, e um possível tratamento para a perda de memória causada pelo Alzheimer.

A pesquisa da UFRJ usaram camundongos como cobaia. O cérebro de pacientes com Alzheimer possuem baixo nível de irisina, por isso os camundongos selecionados tinham a mesma característica. Nos testes envolvendo exercícios físicos, a reposição dos níveis de irisina no cérebro foram capazes de restabelecer memória dos camundongos afetados pelo Alzheimer.

Os autores explicam que estudos feitos na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostraram que o hormônio irisina melhora, em roedores, os sintomas do diabetes tipo 2. Indivíduos com essa doença metabólica apresentam mais riscos de terem Alzheimer. Pesquisas anteriores também sinalizaram relação entre memória mais eficiente e prática de exercícios.

Para a equipe, não é preciso definir quantos exercícios físicos devem ser praticados ao longo da vida para prevenir o Alzheimer. Mas os cientistas acreditam que as atividades podem ser variadas, não apenas a natação, como ocorreu com o experimento com os ratos. Outra aposta é que as constatações atuais poderão ajudar no combate à doença que tem preocupado cada vez mais especialistas e leigos.

 

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Benefícios dos exercícios físicos para prevenir o Alzheimer

Outros estudos relevantes já confirmaram que caminhar ou correr mantém o cérebro ativo e saudável, principalmente depois dos 60 anos. Isso é fundamental para prevenir o Alzheimer. Os idosos que andam entre seis a nove quilômetros por semana apresentaram mais massa cinzenta no cérebro do que aqueles que levam uma vida sedentária.

O exercício físico regular ajuda a proteger contra a deterioração do tecido cerebral no hipocampo e em outras áreas críticas para a memória, podendo proteger contra o Alzheimer e outros tipos de demência. O conceito atual é de que maiores quantidades dessa massa cinzenta significam um menor risco de vir a sofrer de distúrbios de memória e de comportamento em geral.

Com o avançar da idade o cérebro encolhe muito, o que afeta quase todas as suas funções. Na doença de Alzheimer, as células nervosas morrem e são substituídas por pedaços de proteína. Junto com outra proteína cerebral chamada TAU, elas se agrupam em depósitos anormais de fragmentos, as placas dessas proteínas entre as células nervosas, formando a Doença de Alzheimer, um tipo de demência.

Conforme estudos, a atividade física aeróbica não só melhora a função comportamental, como também o fluxo sanguíneo cerebral, reduzindo os níveis do Beta-Amiloide e Tau, proteínas causadoras dessa terrível demência. Desta forma, torna-se obrigatório, por parte dos profissionais da saúde, incentivar o exercício físico, em todas as fases da vida, dadas as evidências crescentes de que o risco da doença de Alzheimer pode ser diminuído através da prática da atividade física simples. Sem dúvida esses benefícios em qualquer idade, são um verdadeiro imperativo da saúde pública.

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